segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pétala

O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar
Ó meu amor
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver, viver...

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim.



Música pétala de Djavan
Ao escuta- lo, chego a paralisar, sua melodia me encanta, me faz suspirar...  Irla Silveira noite não tão fria de 18 de Outubro.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Leonardo Boff: A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Por Leonardo Boff, na Adital, via Vermelho
23 de setembro de 2010

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.


Irla Silveira noite de 27/09/10, como as eleições se aproximam, achei importante citar esse texto como um de meus preferidos. Recebi ele ontem através de um amigo que é publicitário e me encantei com a força das palavras de Leonardo Boff.
Abraços aos meus leitores e por favor façam bom uso da democracia no próximo dia 3 de outubro.

sábado, 11 de setembro de 2010

Carta ao Leitor



É a falta de tempo que me deixa tão ausente
e nada mais.
Queria que os dias fossem feitos de 25 horas,
pra eu ter uma hora a mais e cuidar todos os dias do meu blog.


Irla Silveira - Tarde de sábado enfim tranquila :)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O sentido fica

Num instante tudo muda
Num minuto tudo pode mudar
Imagine uma vida sem aquela música,
Que tudo me faz lembrar
Sem o cheiro de amaciante naquela roupa gasta,
Que não deixo de usar
O poder dos sentidos é muito maior do que pensamos
A emoção vive na ponta de nosso nariz
Criam memórias
Alteram o humor
Bateu até saudade do meu cobertor.

Irla Silveira tarde fria de 21-07 - O danado do Billy ta enroscado no meu lençol, Que cena mais linda :D

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Compreensão




Abro os braços para seu abraço
E um sorriso pra te consolar do cansaço,
A tua ausência no meu passado
É a essência dos meus dias,
Que se faz de alegrias
Por ter bem perto sua energia.
Que assim me contagia...

 Irla Silveira Madrugada sem sono de 19.07  -
Existem dias em que tomamos o verdadeiro chá da consciência. Percebemos nossos defeitos e os defeitos do próximo e se tenta da melhor forma corrigi-los. Há personalidades distintas afinal,e isso pode não ser um problema, quando se existe compreensão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Amor...


É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!
(Cecília Meireles)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Uma força

Há daqueles que pensam firmemente na ideia de modificar o mundo,
Eu acredito sim, mas deposito tudo isso na força da Literatura.
 
Irla Silveira - 17/06/2010. Ideias que não saem e não mudam.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Plantas desse árido


Plantas do meu Sertão, que mesmo ao sol árido, Brotam desse chão.
Sofrem com a escassez da vida,
Assim como os homens da terra de Lampião.
A planta não pode contrariar a si mesma,
Ela vive sua essência.
É alimento de sonhos e projetos
em meio a aridez desse quase deserto.
É certo que ela não durará para sempre,
Mas no amanhã outra nascerá
virá ensinamento pros novos tempos que irá chegar.


Irla Silveira Noite de 11/06/2010 naquele caderno que restam poucas páginas // Cair é levantar, porém nunca desistir // Meu Billy ta enorme *-*

segunda-feira, 31 de maio de 2010


Por Várias Noites busquei uma maneira suave de sonhar,
porém não adormeci;
Busquei nas pessoas uma forma de ser feliz,
 nada encontrei ali;
(a felicidade estar em si e no modo pela qual enchergamos a vida).
Busquei na Razão tentando assim não me magoar;
(Percebi que todo sofrimento é necessário, são coisas que passam
ou que voltam e tudo isso engrandecem nosso ser).
O tempo é a solução pros seus e pros meus problemas.
Vivo Um dia de cada vez...

Irla Silveira - Naquele caderno onde restam poucas Páginas em branco - Madrugada de 18/05/2010

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe

A Vida nos presenteia com pessoas maravilhosas como você,
que ensinam pelo saber, pelo exemplo e pelo amor Incondicional.
Neste dia celebra-se muito mais que o fato de ser mãe.
Celebra-se o fato de seres a pessoa mais importante do mundo.
Ninguém consegue fazer o que tu fazes e fizeste desde sempre.

Parabéns por seres a minha mãe!


Irla Silveira- Tarde de 9 de maio - Minha mainha que Deus te abençoe sempre, hoje sei que vinheste a terra
para ser a Minha mãe, minha compahia, meu amor eterno (L)...